11.01.2009
... e assim sou desde que me lembro. Há uma parte que se apagou, borrou, sumiu. Um buraco. Sim, um buraco pois por todos os lados existe tudo, mas nesse pedacinho, nesse ponto, nada. Aliás, nada é coisa demais, mora la ainda uma lembrança simples, deformada, apagada, porém sempre lá... sempre alerta esperando o momento certo.
Nunca gostei da perfeição, pessoas bonitas demais me davam medo, inteligente demais me soavam completamente tolos e eu nunca entendi essas pessoas que vivem o tempo todo na teoria, nunca fui boa nisso, gostava de testar, misturar, tentar, arriscar...
Sempre amei o perigo, viver no limite, qual limite eu não sei... mas gosto de acreditar nas coisas, nas pessoas... gosto mesmo de acreditar no que eu acredito, de viver assim, sentindo tudo exageradamente e tentando disfarçar a excitação do extremo..
Não sou do tipo que agrada pessoas políticamente corretas, tenho um humor negro a flor da pele. Não sou do tipo que agrada pessoas sem caráter ou maldosas, sou políticamente correta demais. Não me dou bem com intelectualóides, sempre tento fingir que sei mais do que eles só pela diversão... Pessoas arrumadas, com horários pra tudo, planos pra tudo...
eu gosto assim, do acaso, do encontro, do inesperado. Eu gosto do que eu escrevo pra viver e não do que é certo, mas sou metódica e paranóica e faço listas, planílhas, cálculos de tudo. e nunca sigo.
vivo entre a vontade e o desespero.
Aliane Zappia
domingo, 25 de abril de 2010
Escrito por Aliane Zappia às 10:22 PM
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