L.
eu vou te contar uma história, uma história inteira sobre você... como os meus olhos te vêem e os meus braços te sentem... e coisas que você nem imagina.
... e então, liguei pra ela e disse em tom sério, como quem quer enganar com uma piada mal contada e mal elaborada:"hoje eu vou conhecer o amor da minha vida e você deveria estar nesse momento ao meu lado", ela riu e eu ri, desligamos... mas eu queria mesmo que ela fosse e eu queria mesmo ir... São essas coisas que não se explicam, não são ditas, você sente, não sabe como ou porque, é uma sensação que te puxa, e você a segue, se entrega e cumpre.
Eu fui. E tudo deu errado, pqp como deu tudo errado! E estava frio, e eu não tinha levado uma blusa de frio, mas você não sabia, e se soubesse não teria se importado, mas você não sabia. E eu te olhei e pareceu que eu te conhecia de algum tempo, de algum lugar... Você me olhou e sorriu, aquele sorriso que você dá quando ta com vergonha, aquele sorriso que HOJE eu conheço bem, mas na hora, achei normal, frio e impessoal. Eu te abracei e sentamos. Você falava coisas que eu não entendia e nem me esforçava para entender. Lá estava você, dividindo sua atenção, nem notando que eu te olhava, inerte, porém, sem opinião, AINDA.
Quero voltar na parte em que eu disse que deu tudo errado. Eu não tinha planos e, se você não espera nada, aquilo não pode dar errado... Algo me incomodava, aliás, algo te incomodava. Cheguei a sentir quando você falando algo que eu realmente não estava prestando atenção (desculpa, meu amor), encostou a sua mão na minha, e eu te olhei, você a tirou... pode ter sido sem perceber, mas você encostou e depois tirou, por reflexo, por timidez , não sei.
Eu te olhava, e olhava ao redor. Sou curiosa e gosto de observar as pessoas, imaginar suas histórias, cada uma bem diferente da outra, suas marcas, seus amores, gosto desse ‘brincar de laboratório’ na vida real...
Por algum motivo, eu me cansei e saí, fui embora, mal humorada e olhando torto para quem passava e me olhava sorrindo. Culpei o vento e a chuva que começou a cair, mas o que me incomodou mesmo, foi ter me incomodado com algo.
E foi assim que cheguei em casa, xingando, reclamando e dizendo coisas tão sem sentido que mesmo enquanto ainda estavam saindo da minha boca, eu ja sabia que eram mentiras.
Você me disse uma vez que se apaixonou por mim, quando ouviu minha voz, eu, por minha vez, ainda não sei dizer o EXATO MOMENTO no qual eu percebi que sim, eu estava apaixonada. Lembro que estranhei o fato de ficar sem palavras quando estou com você, mas não dei muita importância.
Eu não esperava nada, nem sequer uma palavra doce ou beijos sem culpa nem compromisso. Eu não esperava ninguém, mas ao mesmo tempo foi como se esperasse por você há muito tempo... Eu não te procurei, você apareceu e desde o começo, me deixando boba e curiosa, querendo conhecer cada detalhe seu, cada vontade, cada sonho, cada acontecimento bobo do seu passado e cada esboço de futuro, seus porquês, seus amores....
Você... e agora tudo é ‘só’ você. Tento fugir das coisas clichês, mas desde que me dei conta que era você ‘aquele alguém’, ficou dificil não pintar corações e fazer juras exageradas...
Parece uma sintonia incrível, uma reciprocidade surreal, me tira as palavras e quando as digo, dizemos juntas...
Me atento a cada detalhe, cada mancha na parede de cada cenário que escolhemos e pintamos. Somos personagens principais de uma peça que acabou de começar, autores de nós mesmas. Nossa peça tem começo e meio... quando a peça é boa, não se pensa no fim, ficamos ansiosos por cada segundo, cada novo detalhe, cada novo ato, nova fala.
Eu vou te dar a mais linda peça, escreveremos juntas, nesse palco intitulado vida.
10/09/08
domingo, 11 de abril de 2010
Escrito por Aliane Zappia às 9:08 PM
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